Manda quem pode…

Sexo e poder normalmente se confundem. Seja na interferência que o sexo tem no poder (vide as promoções mirabolantes das tantas amantes de chefe), seja no jogo de poder que se estabelece durante o sexo.
Por mais que se diga que não, o fato é que, durante uma boa transa, um dos dois domina, e o outro é dominado. Ainda que os papéis se invertam a cada vez, ainda que só se transe de ladinho, que é pra ninguém ficar por cima, o ato sexual se reveste de relações de dominação e submissão.
Os adeptos de BDSM levam esse jogo a um nível mais profundo, e muitas vezes a dominação/submissão passa a substituir a própria trepada. As relações entre Dono(a) e Escrava(o) vão para além do sexo, e é comum que a dor e a submissão/dominação sejam suficientes, por si sós, para se atingir o gozo.
Entre nós, “baunilhas” (como são afetuosamente denominadas as pessoas – e também as relações afetivas e sexuais – fora do universo BDSM), a escala pode ser muito menos intensa, mas as relações de dominação e submissão continuam ali, subjacentes. Boa parte das fantasias revela uma relação de poder.
Ficar de quatro e ser chamada de vagabunda, tomar uns tapas, ser comida à força, ser amarrada na cama, pisar com o salto alto, ficar por cima, tudo são formas de exercício de poder de ambas as partes.
Pessoalmente, minha preferência é pela submissão. Já li algumas coisas sobre BDSM, e a idéia de ser escrava me atrai bastante, embora eu dificilmente vá ter a iniciativa de entrar nisso pra valer. Entregar o corpo e a alma, deixar-se conduzir, ser subserviente por inteiro, sofrer humilhações e castigos, tudo isso exerce um fascínio sobre mim.
Mas fico satisfeita em ser uma baunilha que toma uns tapas e ouve uns xingamentos. Ah, e como fico…
P.S.: Um texto interessante sobre a diferença entre uma transa apimentada e uma relação BDSM, aqui.
Maio 9, 2008 às 4:54 pm
Adorei!
Beijos