Um, dois, três…

Amarrada e vendada...

Não sei bem como eles apareceram ali. Não sei se chegaram juntos, ou se cada um veio no seu próprio tempo, atraídos, todos, pelo meu cheiro de cio. Eram muitos, e eu só podia distingui-los pelos sons que faziam, e, depois, pelo cheiro. Amarrada e vendada, eu estava presa à cadeira por artes do Senhor dos Sonhos (que sempre é quem me conduz).

Um deles se aproximou e começou a lamber meus dedos dos pés. Lambia com vontade, chupava meus dedos, enfiava a língua entre eles, beijava os tornozelos e o calcanhar. Logo chegou outro, e se dedicou aos joelhos. Arranhava-os sem qualquer delicadeza, e depois deixava que a saliva escorresses e os massageava, lambendo a parte de trás.

Outro, ainda, se ateve ao meu umbigo e às proximidades. Mordiscava, de leve, a pele sensível da barriga, beijando sem força e sem língua, enquanto eu me arrepiava. Mais um, e agora eram meus seios, que ele primeiro beijou com sofreguidão, depois sugou, e por fim apertou meus mamilos com força, de tal forma que a dor se convertia no mais puro prazer.

Dois se encarregaram do meu pescoço e orelhas, sussurrando obscenidades, chamando-me nomes, antecipando as sevícias que iria sofrer. “Puta, puta, não adianta fingir, nós sabemos que você gosta… Não adianta gritar, só vai aumentar nosso tesão. Calada, vagabunda, que nós sabemos o que você quer, mas não ache que vamos parar quando você pedir. Você pode pedir, pode implorar, mas nós só vamos parar quando estivermos satisfeitos…”

Eu já não me agüentava de tesão, a pele arrepiada por inteiro, a boceta escorrendo seus sucos, as unhas procurando arranhar os braços, as costas, do primeiro que me aparecesse ao alcance. Sem poder vê-los, sem poder sair do lugar, eu só sentia meu corpo estremecendo.

Então, um deles me desamarrou, me tirou da cadeira, e me colocou no chão, de quatro. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, amarrou meus tornozelos, e juntou meus punhos atrás das costas, amarrando-os também. Eu agora tentava a custo me manter de joelhos sem desequilibrar.

Primeiro veio um tapa, forte e certeiro, bem no meio das nádegas. Depois outro, e outro, variando em força e intensidade. Então vieram os tapas no rosto, nas coxas, nas costas, e alguns doíam. A pele latejava, eu gritava de dor e prazer.

Um deles segurou minha cabeça, e enfiou seu cacete inteiro na minha boca. Engasguei, quase sufoquei, mas ele não me soltou. “Vai puta, chupa, eu sei que você gosta de chupar.” Chupei, porque não tinha alternativa, e porque era um pau grosso e duro, latejando na minha boca de um jeito quase irresistível.

Enquanto chupava, sentia outros paus sendo esfregados no meu corpo, batendo contra o meu rosto, meus seios. Logo, trocaram o pau que eu deveria chupar, e em seguida, trocaram ainda por outro. Eu percebia que eles estavam ficando cada vez mais duros.

Sem aviso, um deles me empurrou para baixo, esfregando minha cara no chão, meteu na minha boceta de uma vez, e começou a foder com força.  Antes que gozasse, outro veio aproveitar sua vez. Fodia devagar, mas tirava e recolocava o pau por inteiro. E mais outro, e mais outro, e enquanto isso alguém levantou de novo minha cabeça, e recomecei a chupar.

Já não sabia quantas vezes tinha gozado, mas o gozo era intenso e desesperado, e meus gritos não os comoviam. Eles urravam, também, os xingamentos aumentavam, os tapas iam ficando mais fortes. Senti um dedo arreganhando meu cuzinho, e já soube o que viria a seguir.

Um cacete latejante logo foi entrando sem cerimônias pela porta de trás, me arrombando inteira. Eu já estava rouca de tanto gritar, já não tinha forças nem mesmo para pedir, mal conseguia chupar. Mas, se eu parasse, logo era estapeada, chamada de puta incompetente, e eles fodiam meu cu com mais força, então eu continuava.

A dor e o tesão alucinado se misturavam, o cansaço já me impedia de pensar, eu já tinha desistido de tentar contar quantos eles eram.

Então, um deles gozou na minha boca, me enchendo de uma porra quente e viscosa. Outro gozou no meu cu, outro, na boceta, e os outros foram gozando onde queriam, na minha cara, nas costas, nas coxas, na barriga, eu só sentia o gozo deles me melando inteira, eu engolia e logo vinha mais.

Quando, por fim, acabaram, foram-se embora, sem se despedir, e me deixaram ali, amarrada, dolorida e lambuzada da porra de todos eles, sem saber ao menos quem eram.

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